Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XV

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Custo médio de TI por usuário é de R$ 50 mil no Brasil, revela pesquisa

Média é puxada para cima por segmento dos bancos, que alcançam gasto e investimento médios anuais em TI de R$ 129 mil por usuário.

Imagem: Reprodução/Shutter Stock

O custo anual média de TI por usuário (CAPU), que leva em consideração a somatória de gastos e investimentos em TI dividida pelo número de usuários de uma empresa, já atingiu o patamar de R$ 50 mil. O valor foi revelado pela 33ª edição da Pesquisa Anual do Uso de TI no Brasil, realizada pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) e divulgada nesta quinta-feira (26).

O valor equivale ao CAPU médio de empresas médias e grandes de todos os segmentos analisados pelo levantamento. O montante investido por usuário por ano, no entanto, é radicalmente diferente conforme o ramo da companhias avaliadas. No topo da lista estão os bancos de varejo, que contam com um custo anual médio de TI de R$ 129 mil. Na ponta oposta está o setor da educação, com um CAPU de apenas R$ 22 mil.

O CAPU médio vem oscilando positivamente ao longo de mais de uma década. Em 2011, o índica atingia seu pior nível: R$ 32.000 por usuário por ano. De acordo com Fernando S. Meirelles, professor da FGV-EAESP e coordenador do estudo, se mantida a tendência atual de crescimento, a expectativa é que o CAPU atinja cerca de R$ 58.000 por usuário por ano, em média, em três ou quatro anos.

O novo patamar atingido é resultado da aceleração do processo de digitalização de empresas que aconteceu durante o biênio de 2020/2021, durante a pandemia da Covid-19. A estimativa do coordenador do estudo é que o desenvolvimento de TI do país tenha sido antecipado em até quatro anos no período.

De acordo com os resultados do levantamento, os gastos e investimentos em TI já respondem a, em média, 8,7% das receitas de empresas do país. O percentual também varia conforme o segmento: em serviços, investimentos e gastos em TI já representam 12,4% da receita; na indústria, 5%; e no comércio, 4,1%. O grande destaque fica novamente para o setor de bancos, que têm gastos em TI projetados em R$ 32 bilhões para 2022, segundo Meirelles. Hoje, a média de gastos em TI de bancos já chega a 17,9%.

Segundo Meirelles, todo esse orçamento em TI tem ido, principalmente, para projetos de “inteligência analítica”, além de iniciativas de inteligência artificial e implementação e integração de um novo ERP. Nas grandes empresas, governança de TI, IoT, migração para a nuvem, segurança cibernética e software como serviço foram os principais projetos citados.

O professor destaca ainda a força do ESG, que pela primeira vez na história da pesquisa foi fortemente associado a tecnologias da informação. “Até o ano passado, nós tínhamos uma ou outra empresa que falava disso. Nessa edição, apareceu em muitas grandes empresas como o principal projeto de TI ‘apoiar a iniciativa ESG’”, pontuou Meirelles. “As empresas perceberam que ESG sem TI não funciona. Isso é uma novidade que eu não esperava.”

Colaboração virtual, ERP, antivírus e inteligência analítica

Além de investimentos e gastos em TI, a 33ª edição da Pesquisa Anual do Uso de TI no Brasil também trouxe dados consolidados sobre a participação de mercado de empresas que oferecem serviços e produtos de TI no país.

No mercado de Sistemas Integrados de Gestão (ERP), a disputa continua sendo acirrada: Totvs e SAP empatam no mercado com 33% de participação cada. A edição do ano passado foi a primeira em que esse equilíbrio foi observado. A Oracle é a terceira colocada na disputa, com 11%. O grupo de ‘Outras’ compõem os 23% restantes, e conta com nomes como Ifor, Microsoft, MV e Senior – todas com menos de 5% de participação.

As fatias de mercado, no entanto, variam conforme o tamanho das empresas. Entre companhias com até 180 teclados, a Totvs responde por 47% do total, contra 13% da SAP e 6% da Orace. Entre companhias com entre 180 e 800 teclados, os números são mais equilibrados: 35% para a Totvs e 32% para a SAP, com 11% para a Oracle. Entre as grandes, de mis de 800 teclados, a SAP responde por 50%, a Totvs por 19% e a Oracle, 17%.

Há também dados sobre o mercado de ‘Inteligência Analítica’, que engloba soluções de BI, BA, CRM e outros softwares de apoio aos executivos. SAP é a líder do segmento, com 24% de participação. Oracle (16%), Totvs (15%), Microsoft (15%), Qlik (15%), IBM (9%) e outros (6%) completam a análise.

Para ferramentas de colaboração e videoconferência, Microsft Teams e Zoom se empatam nos 37% do mercado. Google Meets ocupa 18% das empresas e outros, incluindo Cisco e IBM, respondem por 8%. No ano passado, o Zoom havia sido o grande destaque da edição, e era usado por 40% das empresas respondentes como ferramenta de colaboração e videoconferência. O Microsoft Teams tinha 32% do mercado.

O disputado mercado de antivírus também foi analisado: Intel McAfee responde por 28%, seguida pela Symantec, com 27% de participação do mercado. Microsoft (12%), Kaspesky (12%), Avast e AVG (8%), Trend (8%) e outros (5%), completam a lista.

A a 33ª edição da Pesquisa Anual do Uso de TI no Brasil teve uma amostra de 2.650 respostas válidas, dentro de mais de 10.000 empresas pesquisadas pelo FGVcia, por alunos de graduação e de pós-graduação da GV. Estão representadas médias e grandes empresas nacionais de capital privado, sendo 66% das 500 maiores do país inclusas.

Rafael Romer

https://itforum.com.br/noticias/custo-medio-de-ti-50-mil-no-brasil/

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