Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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Empresa no Vale do Itajaí investe em barbante ecológico para incentivar produções sustentáveis

Empreendimento de Blumenau utiliza resíduos da indústria têxtil que iam parar no lixo.

Produção com barbantes da Eurofios (Foto: Divulgação)

Produção com barbantes da Eurofios (Foto: Divulgação)

Criada sob o signo da sustentabilidade, a blumenauense EuroFios, no Vale do Itajaí, é um exemplo de empresa que faz do conceito de redução de impacto ambiental o próprio negócio. A empresa catarinense é a maior produtora brasileira de barbantes ecológicos feitos de resíduos da indústria têxtil, com o reaproveitamento anual de mais de 5,5 mil toneladas de retalhos que deixaram de ir para os aterros sanitários.

O processo desenvolvido pela empresa transforma a sobra de tecidos em novos fios. O beneficiamento desse material se dá pensando na sustentabilidade em todas as etapas, que envolve a coleta, a transformação até a distribuição do produto final. As cores, por exemplo, são classificadas e preservadas do tecido original, tornando desnecessário um novo tingimento e recuperando as fibras para produzir os produtos.

Desde quando começou a trabalhar na empresa Paulo Roberto Sensi Filho, de 37 anos, teve um olhar transformador para o potencial das coisas mesmo quando elas já estão rotuladas como sobras, restos, descarte e lixo.

Barbante da Eurofios (Foto: Divulgação)Barbante da Eurofios (Foto: Divulgação)

Barbante da Eurofios (Foto: Divulgação)

Após assumir a direção, ele resolveu investir não apenas no material, mas incentivar um mercado cheio de atitude por meio das mãos dos artesãos.

“Em 2004, percebendo que um dos grandes desafios das indústrias têxteis era a destinação adequada e o gerenciamento dos resíduos gerados durante o processo de produção, a EuroFios buscou soluções para estes resíduos, identificando oportunidades para o mercado do artesanato, um trabalho manual que enriquece a vida de muitas pessoas em todo o Brasil”, afirma.

A produção de fios e barbantes ecológicos começou em 2006 e levam a marca EuroRoma. Paulo Roberto lembra que enchentes e até dois incêndios colocaram a prova a sua capacidade de resistência. Mas, mesmo diante das adversidades conseguiu explorar novos ciclos com o apoio dos colaboradores.

“Foi preciso se reinventar e acreditar nos nossos valores, afinal nosso produto trabalha com um conceito diferenciado no mercado, colabora com o artesanato, desperta interesse de quem busca alternativas criativas, e também abre possibilidades de emprego e renda. Com isso, fortalecemos ainda mais a nossa missão alinhada à busca por um modelo de economia circular”, explica.

Produção é feita com resíduos da indústria têxtil (Foto: Divulgação)Produção é feita com resíduos da indústria têxtil (Foto: Divulgação)

Produção é feita com resíduos da indústria têxtil (Foto: Divulgação)

Fios ecológicos em arte

Atualmente, a EuroFios realiza a gestão dos resíduos gerados por cerca de 15 indústrias têxteis catarinenses, através de uma logística própria para a coleta, armazenagem, seleção e transformação em novos produtos que envolve pelo menos 200 colaboradores diretos.

Para o diretor, a sustentabilidade no empreendimento é mais do que um posicionamento de mercado, o impacto também envolve mais de 300 mil artesãos no Brasil que utilizam fios e barbantes ecológicos como matéria-prima para seus trabalhos. Por conta disso, a empresa desenvolve uma agenda específica de cursos, workshosps e conteúdos online gratuitos para fomentar as iniciativas criativas.

Workshop realizado pela Eurofios (Foto: Divulgação)

Workshop realizado pela Eurofios (Foto: Divulgação)

“É parte integrante de nossa essência e nos motiva constantemente a inovarmos, a fim de gerar cada vez mais empregos, renda e inclusão social, sempre com respeito à natureza e às futuras gerações. Nossa maior inspiração é poder conectar a cadeia têxtil com o universo do artesanato, para que nossos produtos alcancem mãos trabalhadoras que não tem medo de inovar, de transformar e de usar sua criatividade para fazer arte. São mãos que criam, fio a fio, um Brasil melhor, mais justo e sustentável”, conclui.

http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/sc-que-da-certo/noticia/empre...

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