Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

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O BOI VOADOR, AS LEIS E O BERҪO:
Há alguns dias vi na mídia uma velhinha pleiteando pelo seu assento (de direito) num onibus urbano de São Paulo ocupado por uma jovem dondoca. Confesso a velhinha não era muito lá cheia de “Public Relations”, e tampouco a dondoca em seu assento e dai criou-se uma discussão, na qual a guria chicoteava a anciã com palavras ate ao ponto de ameaçar a sua integridade física.
Mostrado na mídia a cena capturada num telefone, o jornalista e um advogado discutiram sobre as leis e regaras que amparam o direito dos idosos, deficientes físicos e mulheres gravidas nos transportes urbanos, e chegou-se a conclusão que a idosa estava certa em pleitear o seu direito, que essas leis são sempre violadas, ainda que que ditadas claramente e amparadas pela lei.
Agora vamos ao amago da questão: De que adianta leis a mais ou leis a menos num mais avassalado, inundado por leis fúteis, as quais raramente são cumpridas e quando cumpridas não existe punição, e quando essa ocorre é ínfima?
Somos uma nação de “Masturbadores Mentais”, gente que fala sem pensar, que se gesticula, faz barulho e não faz NADA. Nada além de coreografia.
Creio que para resolver o problema da Seca Sudeste/Nordeste no lugar de mais açudes, transposição do “Veio Chico” ou extensão de um braço do Rio Negro rumo o centro do Brasil, essa gentalha de Brasília possivelmente pensa em impetrar um “Mandado de Segurança a São Pedro” ou aplicar um “Agravo de Instrumento” aos céus.
Quanto às enchentes do Pantanal afogando rebanhos bovinos, é bem capaz que a nossa Deputada Federal, a Senhora Lobão, permitindo as dosagens de antidepressivo, tentara passar uma lei legislando que os bois pantaneiros deverão ser dotados de asas, detalhando as suas dimensões e empuxe inicial e o “catzo”, de maneira que eles possam voar em tempos da aguas.
Somos um país Macunaíma, de Realismo Fantástico e de criatividade Edisoniana, - no que tange a maracutaias e o mal.
Voltemos à velhinha do onibus que pleiteava o seu assento, toda coberta de razão, protegida e amparada por leis e o escambau: Não houve um jovem que a defendesse. Todos, filmador incluso, ficaram no muro, vendo a velha ser insultada, depreciada e intimidada.
Ninguém deu uma “tapa de luvas” na jovem malcriada oferecendo, sem polemicas, o seu assento a velhinha. Jovens acomodados, inertes, covardes, “Muristas” e Eunucos se tornaram cegos e surdos, com seus I-Phones nos bolsos, fones nos ouvidos e cidadania em seus rabos...
Agora, deixemos o “genre” de “Realismo Fantástico” e falemos de “Saudosismo Realista”: Quando crianças, nós os mais velhos, aprendemos, de berço, a sempre ceder nossos assentos a senhoras, idosos e gestantes.
Também abríamos portas aos adultos e segurávamos portas de elevadores. Pedíamos “licença”, usávamos, ”por favor,” “por gentileza,” ajudávamos carregar pacotes em mãos muito cheias e acomodávamos guardas chuvas ajudávamos sempre um mais velho carregando algo pesado ou ate a empurrar um carro.
Para tal não havia lei nenhuma escrita, exceto a “Lei do Lar”, a lei da casa, a lei de termos respeito a D-eus, um senso de urbanidade e de dever social.
Tínhamos classes de Educação Física e Cívica. Sim, em certos casos como o meu, havia uma boa dosimetria de chineladas e aplicação de cinto, porem muito amor e interação familiar. Havia-se o respeito ao próximo, uma empatia (para evitarmos o “piegas” amor) ao próximo, havia dentro de nós parâmetros de “hedionidade” de crimes, sem que fosse necessario estarem descritos ou enquadrados em formato de lei.
Tinhamos menos dinheiro, mas éramos ricos; cresci entre Príncipes e Princesa de Classe Media.
Respeitávamos os mais velhos, venerávamos nossos avos, horávamos nossos pais e os anciões.
Mais do que leis, tínhamos educação.
Tínhamos um lar.
Tínhamos vergonha na cara.
Tínhamos um País – e acima de tudo, tínhamos uma base, família e mesmo que humilde, tínhamos também “berço” ...

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