Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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O mundo mudou, mas alguns nem notaram

por PortoGente

Temo pelo futuro econômico do Brasil. Explico: o mundo passa por uma verdadeira revolução, sem sangue mas com perdas enormes, sacrifícios que poderiam ser evitados, transtornos de todo tipo – enfim, uma guerra em que os mais aptos, como na teoria de Darwin, é que sobreviverão.

Muitos empresários brasileiros, mesmo escaldados pela onda que devastou as armadoras nacionais no final dos anos 1980 e alterou o panorama nos negócios portuários nas duas décadas seguintes, ainda não perceberam sequer que estão no meio do tiroteio – só descobrirão após serem abatidos por concorrente mais ágil e preparado para os novos tempos. Aliás, lição que serve também para autoridades refletirem, no seu papel de indutoras do desenvolvimento econômico nacional.

Foto: www.morguefile.com

Produtividade no Brasil está abaixo do mercado externo

Não é por acaso que o Brasil patina nos índices de produtividade, não consegue aproveitar a maré favorável para crescer e distribuir os benefícios do crescimento por toda a população.

Internet e telefonia celular não são mais novidade, temos já uma geração que nasceu sob o império dessas e outras novas tecnologias. Mas ainda vemos estruturas arcaicas nas empresas, incapazes de aproveitar a vantagem competitiva dessas tecnologias para agregar valor, e que reagem ao avanço dos rivais com simples reduções lineares dos quadros funcionais, sem perceberem que hoje o capital humano que desperdiçam é muito mais valioso que os outros ativos.

Um exemplo são as absurdas filas de caminhões que tornam caótico o entorno dos principais portos. Em Santos, bastaram um regulamento e pesadas multas para que as filas desaparecessem, como que por mágica (mesmo que tardia), mas fica a certeza de que a lição não foi aprendida: se não houver vigilância, as filas voltarão, com todos os prejuízos para o Brasil, para as próprias empresas, os motoristas e a população. Prejuízos evitáveis com um sistema relativamente simples de controle do fluxo de caminhões, usando Internet e celulares.

Em Paranaguá, isso já é praticado, e em alguns setores econômicos em Santos ele também é feito. O custo é mínimo, bem menor que o prejuízo sofrido pelas empresas que não o adotaram ainda, e cria um novo patamar de eficiência, que se traduz em lucros. Então, se algo tão óbvio e debatido ainda não foi feito, justifica-se a abertura desta coluna: temo pelo futuro econômico do Brasil...

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Comentário de petrúcio josé rodrigues em 3 junho 2013 às 12:02

Rodrigo Antonio,

seu aparte  e preciosissimo.

temos escrito já em varia ocasiões que vivemos  do simplório, do empirísmo e que  disto resulta o emocional.

falta-nos planejamento.

nosso dia a  dia é moldado em FECHAR BURACOS.

campanhas são feita e projetos são exposto, só, que  somente existe como veículo ilusório para os   de milhões de habitantes  que  se  acustumaram a  viver o ilusório. ou seja a  viver o ostracismo de uma politaica  podre e enganosa.

vamos bater na tecla PLANEJAMENTO. isto nos  salvaria de um desastre que se  vislumbra.

Comentário de Rodrigo Antônio da Silva em 3 junho 2013 às 11:25

A falta de visão tanto do governo quanto do setor privado em relação a investimentos em tecnologia e inovação, sepultará nosso futuro industrial e produto. Dessa forma nossa economia mudará para uma estrutura formada pelo setor de serviços e consumidor de produtos estrangeiros. Para um país como nosso de proporções continentais, tal fato seria um retrocesso econômico que sentenciaria as próximas gerações. 

A falta de visão tanto do governo quanto do setor privado em relação a investimentos em tecnologia e inovação, sepultaram nosso futuro industrial e produto. Dessa forma nossa economia mudará para uma estrutura formada pelo setor de serviços e consumidor de produtos estrangeiros. Para um país como nosso de proporções continentais, tal fato seria um retrocesso economico que sentenciaria as próximas gerações. 

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