Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XI

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Os EUA dizem ter medo da Huawei. No meio de uma disputa comercial com a China, os americanos vieram argumentar que é um perigo ter a fabricante chinesa a participar na construção das redes 5G, a próxima geração de redes móveis. E estão a fazer pressão, incluindo em Portugal, para que a empresa seja excluída dos contratos feitos com estados e operadores de comunicações. Até agora, têm tido pouco sucesso. 

Uma mão-cheia de outros países – Japão, Austrália, Nova Zelândia, Taiwan, que tipicamente estão alinhados com os EUA – também vieram dizer que têm medo da Huawei. Os restantes, ou encolheram os ombros, ou mostraram alguma preocupação, mas ficaram muito longe de barrar a fabricante chinesa, uma medida que (como os operadores já avisaram) significaria um atraso no desenvolvimento da tecnologia.

Também os consumidores não estão a ligar aos avisos dos EUA – e a demonstrá-lo estão o crescimento nas vendas dos produtos da Huawei. A procura pelos telemóveis da marca dispararam 44% num ano em que os rivais Apple e Samsung sofreram quedas. A Huawei foi também a marca cuja venda de wearables (relógios inteligentes, pulseiras desportivas) mais cresceu.

Se a China está a usar a Huawei para espionagem, a maior parte do mundo parece importar-se pouco. Mas estará?

Há razões para desconfiar. Todas as grandes empresas na China têm uma ligação ao regime de Pequim, que, por sua vez, não tem um registo abonatório no que diz respeito aos princípios democráticos em geral e, em particular, a acções de espionagem, cibervigilância e cibersabotagem. Este é um terreno pantanoso, e os números não são precisos – mas a China é o país mais vezes acusado de ciberataques.

Porém, especialistas ouvidos pelo PÚBLICO consideram que os medos que os EUA têm (ou dizem ter) são exagerados. Afinal, como questiona o artigo da Karla Pequenino, serão os riscos do 5G made in China apenas um receio made in EUA?

Há ainda outra interrogação que a tecnologia de 5G levanta: para que serve esta nova geração de redes super-rápidas? É verdade que há os carros autónomos e a conectividade ubíqua normalmente chamada Internet das Coisas. Mas, por ora, não parece haver nenhuma revolução no horizonte

Trabalho robô? Um artigo no site The Daily Beast detalha casos de ameaças de suicídio entre trabalhadores dos armazéns da Amazon. 

Como o texto ressalva, não há indicações de que haja uma maior frequência destes casos entre trabalhadores daquela empresa, e existem outras razões a motivar aquelas pessoas que não apenas as condições de trabalho.

Os depoimentos recolhidos pelo artigo, contudo, voltam a pintar um retrato negro dos bastidores dos milhões de encomendas que se fazem todos os dias. É mais uma razão para reflectir antes de premir aquele botão de “comprar agora”. Ou, pelo menos, antes de acrescentar uns euros pela opção de entrega mais rápida. Do outro lado dessa rapidez pode haver um humano no limiar do esgotamento – e um clique pode ser a última gota.

Digno de nota

- Mark Zuckerberg escreveu um longo texto a delinear o futuro do Facebook. Promete uma rede social centrada na privacidade e quer transformar as várias aplicações numa plataforma de comunicação e mensagens – entre utilizadores e também entre estes e empresas.

- A Agência Nacional de Segurança dos EUA partilhou em código aberto uma ferramenta de cibersegurança que tem vindo a usar há vários anos.

- Grandes e pequenas empresas usam dados pessoais para personalizar serviços, vender produtos e até antecipar necessidades. Os utilizadores têm mostrado preocupação, mas nem todos se protegem.

4.0 é uma newsletter semanal sobre inovação, tecnologia e o futuro. Críticas e sugestões podem ser enviadas para jppereira@publico.pt. Espero que continue a acompanhar.

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