Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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Tecnologia do algodão adensado é aprovada em dia de campo da Ampa

Fonte:|24horasnews.com.br|

“Estamos muito animados, não só com a produtividade, mas, principalmente, com a qualidade intrínseca da fibra que tem se mostrado bem superior ao que imaginávamos obter”. Com esta declaração o presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Gilson Ferrúcio Pinesso, classifica o sucesso da experiência do sistema adensado que está sendo colhido, entre julho e agosto, em mais de cinco mil hectares de várias fazendas no Estado.

Essa nova tecnologia, utilizada há décadas nos Estados Unidos e há quase 10 anos na Argentina, já pode ser considerada pelo Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) como a alternativa para incrementar a cotonicultura no Estado, que é o maior produtor do país.

“Não tenho dúvidas que na próxima safra Mato Grosso vai plantar mais de 100 mil hectares no sistema adensado”, estimou o presidente da Câmara Setorial do Algodão e Derivados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e conselheiro consultivo da Ampa, Sérgio De Marco.

Na avaliação dele, que realizou o terceiro e último Dia de Campo do IMAmt deste ano, na quarta-feira, cinco de agosto, na Fazenda São Francisco, em Rondonópolis, distante 212 km de Cuiabá, o adensado é o caminho que o setor tem que trilhar, porque, além de recuperar os 200 mil hectares que não foram cultivados nas últimas safras, é uma forma de reduzir custos da produção e garantir mais rentabilidade.

Outro ponto destacado pelo produtor De Marco é a pujança do adensado. “A surpresa é muito boa justamente porque a qualidade da pluma garante a comercialização da matéria-prima para a indústria nacional e também para a exportação, que é o que nos interessa”, assegurou.

Quem também está satisfeito com o resultado do adensado é o produtor e governador de Mato Grosso, Blairo Maggi. Depois de visitar lavouras e acompanhar o trabalho de colheita de dentro de uma máquina colhedeira, o governador disse que os produtores mais uma vez saem na frente em busca de alternativas. “O produtor mato-grossense é muito arrojado. Foi atrás de máquinas, fora do país, e fez modificações para adaptar à região. Tudo isso, para trabalhar com a tecnologia do adensado, aliada aos estudos do Instituto Mato-grossense do Algodão, que é muito revolucionária e até milagrosa”, frisou Blairo Maggi.

De acordo com ele, agora o produtor passa a colher mais, com menos custo e aproveita a terra nos demais períodos, na safra normal de soja ou milho e depois com a safra de algodão. “Acredito que o Estado vai recuperar logo os 200 mil hectares, que deixaram de ser plantados nos últimos tempos, e podemos retornar os 500 mil hectares com competitividade e com resultados positivos para o produtor”, avaliou o governador.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Rural, Neldo Egon, não tem dúvidas que o adensado vai possibilitar ao produtor plantar a cultura como segunda safra. Essa, opção, na opinião de Egon, levará mais cotonicultores a aderir a essa nova tecnologia no Estado. “Isso será excelente para a economia de Mato Grosso, porque vai continuar crescendo e atingirá patamares ainda maiores”, assinalou o secretário.

Além de autoridades e de engenheiros agrônomos, pesquisadores, produtores e técnicos agrícolas de Mato Grosso e de outros Estados, o Dia de Campo do IMAmt foi prestigiado pelos deputados estadual Jota Hermínio Barreto e federal Wellington Fagundes, ambos do PR, por cotonicultores e representantes de tradings e indústrias têxteis do Paraguai, Argentina, Estados Unidos e Suíça.

“Estou impressionado com a iniciativa dos colegas mato-grossenses com o sistema adensado. Tenho certeza que essa experiência vai impulsionar, não só São Paulo, o país inteiro a apostar nessa tecnologia”, disse o presidente da associação Paulista de Produtores de Algodão (APPA), Ronaldo Spirlandelli de Oliveira.

“Realmente o que vimos aqui é maravilhoso”, completou o presidente da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa), Inácio Urban. Para ele, a vinda de produtores a Mato Grosso é de extrema importância para o setor algodoeiro de Minas Gerais. “Vamos levar tecnologias que estão dando certo nas lavouras de Mato Grosso para o nosso Estado. Nossa produção é em menor escala, mas queremos atingir a mesma qualidade”, informou Urban.

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