Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

Uma catástrofe financeira à vista

Repeteco de Professia

 

Eu estou apresentando uma visão global da economia sem detalhes específicos e em linguagem simples. Dessa economia globalizada que agora está interligada e parecendo a tacada inicial do jogo de bilhar: O impacto da bola branca afeta todas as bolas. Detalhes específicos, vocês poderão obter de mil e uma fontes, escritas com pompa e propriedade, cheia de asteriscos e notas, discutidas em seminários onde só os leitores fazem dinheiro, e todas as teorias se divergindo umas da outra.

A minha visão e caipira e simples: Ando preocupado quando será o novo jogo de bilhar e a nova tacada inicial. Sim, o jogo e a tacada virão: O mundo esta sobrecarregado de bens duráveis e cheio de “bolhas” em vários setores: Eletrônico, imobiliário, bancário, automobilístico, e outros setores industriais.

A quantidade de reservas mundo afora é imensamente menor aos bens distribuídos que deverão ser pagos. Disse deverão; mas pagos como? Se tudo for pago, não haverá dinheiro para isso. “E daí”? - Perguntaria um. E daí muitos ficarão sem receber, haverá um calote universal. Uma grande catástrofe - semelhante a grande queda da bolsa em 1929 - vem sendo postergada. Postergada por mini catástrofes controladas que periodicamente ocorrem e são chamadas de “ajustamentos” de mercado. Daí, a grande depressão é postergada por massivas intervenções bancaria ou do tesouro nacional, como na Alemanha, Brasil e EUA. Postergada por guerras pontuais, visto o “O Grande Ajuste” por meio de guerra global, não ser mais uma possibilidade – exceto na  visão da Coreia do Norte.

Países produtores de material vital e imprescindível à manutenção da vida humana - agropecuária e futuramente AGUA – deverão ser menos afetados; mas não muito menos, pois as exportações cairão substancialmente. Estou tentando explicar Keynes e outros modelos numa maneira simples e peco desculpas pela hiper-simplificação. Mas vamos em frente: Apresentarei as nações como num modelo de casa. Há o cabeça, o provedor da casa ( no caso Alemanha na Europa, EUA nas Américas), a criadagem e hospedes (Espanha, Itália, etc.) e os cozinheiros, provedores das refeições, países exportadores de matéria prima. Não vamos falar dos vizinhos desconhecidos que parecem ir bem, mas gente desconhecida e não bem estabelecidas na quadra como Rússia e China.

Os provedores da casa estão em dificuldade financeira, mas mantem as aparências e a “continuação do show” pegando dinheiro dos bancos. Os bancos estão relutantes em emprestar mais dinheiro aos donos da casa, pois sabem que eles andam mal. Mas, os bancos não têm outra opção: Os donos da casa estão em situação melhor do que os hospede, a criadagem e o povo da cozinha – e sem emprestar dinheiro, os bancos falem.

Os hospedes pagam todos com dinheiro que eles fabricam com uma “guitarra” oficializada. Dinheiro de jogo de monopólio, santificado por um Papa Econômico, como a Wall Street. A criadagem e o povo da cozinha aceita esse dinheiro porque ele é aceito por todos.

Os vizinhos desconhecidos, desconfiados, também aceitam esse dinheiro, pois não há outro, não se faz trocas com ouro e prata e o jeito e engolir o sapo, ou melhor, os bilhetes de papel.

Os vizinhos mais vivos olham esses bilhetes como verdadeiras bombas relógio e os passam adiante em forma de investimentos imobiliários, construção de infraestrutura (fazem ate estradas e pontes para lugar nenhum, aeroportos sem aviões e ate cidade s fantasmas) e compram desvairadamente metais preciosos, cujos preços sobem mais e mais à medida que aumenta a desconfiança nos bilhetes (dinheiro) impressos. Ate o pessoal mais “arejado” do subúrbio, como a Índia, compra tudo que pode em ouro – sem se importar quão alto anda o preço. A provincial “Mão do Nabucodonosor” escreve nas paredes da Wall Street: “A coco vai bater no ventilador, vai bater e vai bater”.

Wall Street sobe já se aproximando aos níveis pré-bolha imobiliária. Em vista disso, o dito aqui parece ser pessimista. Sim eu queria estar errado também. Mas o fenômeno que ocorre nas bolsas americanas é que dos piores os EUA é o melhor. Daí, os investimentos correm para cá, elevam a bolsa, e ate ajuda temporariamente a economia - não pela virtude de progressos tangíveis – como novas indústrias, aumenta de produtividade, empregos etc. – mas por investimentos especulativos e injeção de dinheiro.

Solução? Não as tenho. Metais preciosos estão tão inflacionados que não aconselharia a compra.  Alias há dois anos eu venho desaconselhando esse investimento porem eu andei errando: Eles continuam a subir ate que essa bolha estoure também. Claro, os metais preciosos nunca cairão a níveis dez anos atrás. Mas deverão cair, como tudo que este artificialmente alto e sendo psicologicamente usado como “porto seguro”. O povo mais conservador que eu conheço são os Mórmons, da Igreja dos Santos dos Últimos Dias, aqui LDS – Latter Days Saints. Esse povo estoca aqui comidas e grãos não perecíeis (e agua potável!) para durar um ano de vacas magras. Eu não sou tão conservador a esse ponto, mas diria que um bom sítio cultivável poderia ser um investimento a pensar.

Quanto a investimento imobiliário, somente em locais onde eles não estejam supervalorizados como Rio, São Paulo, BH, Florianópolis, Curitiba, POA etc.

Quanto a BOVESPA não creio nela. Há vícios nessa Bolsa que não são permitidos em pais algum: Manipulação de noticias, matéria pagas que resultam em guinadas de valores e uma forte influencia do governo que às vezes se coloca praticamente a mercê de nossos “empreendedores”, muitos deles picaretas que quando operando no exterior, se as “acomodações politicas” perdem ate as calças.

Eles estão envolvidos em construção de metrôs que nunca termina; sistemas de irrigação secos; campos de futebol que se implodem quase após a construção; estradas pavimentadas que duram somente meses; pontes que caem; portos que afundam; previsões petrolíferas mentirosas, estradas de ferro que não se terminam em décadas e décadas.

As ações desses empreendedores são embasadas em “baphos” (boatos) muito bem elaborados e divulgados na mídia ou escritos em lindos panfletos, (de aparência altamente técnica, escritos por engenheiros, escritos por um grupo de semanticistas, psicólogos e desenhistas de prol) que enganam os investidores. Também raramente esses “empreendedores” usam de seu dinheiro: Geralmente, o investimento de investidores incautos ou direta ou indiretamente de Bancos Governamentais e do erário Publico.

Faríamos muito melhor se deixássemos a engenharia militar cuidar dos projetos de construção, se tivéssemos um controle maior das “negociatas” na BOVESPA, se penalizássemos os divulgadores de informações privilegiadas que manipulassem o mercado. Por exemplo, vejo sempre filhos de ex-políticos se enriquecendo velozmente. Não insinuo que todos são ladrões. Não seguramente usam da ALAVANCAGEM politica de seus pais para manipularem seus investimentos e consequentemente a economia e a Bolsa. Esses são alguns dos muitos vícios de nossa Bolsa que precisam ser corrigidos imediatamente. Com as ações se tornando amplamente disponíveis as classes mais baixas, esses menos informados são uma presa fácil aos lobos de nossa politica capitalista mal direcionada e ate desonesta.

Creio que a solução não chegara facilmente. O presente status quo é bem favorável aos nossos legisladores e pelo menos ao Executivo passado. Daí, não haverá leis e se houver pouca punição ou nenhuma ocorrera. Falando claro o sistema de execução de penas no Brasil é falido.

Creio também que educação – disse educação e não diploma - é o melhor investimento a serem dados aos nossos filhos e junto a essa educação dois outros idiomas. Estamos chegando a um ponto que emigração deve ser levada em conta como uma possibilidade.

Voltando a Bolsa e a catástrofe financeira dos anos 1929’s, estamos vendo muitos dos vícios que ocorriam em Wall Street dos anos 20’s ate o desastre, agora também ocorrendo no Brasil. Nossa bolsa é frágil e reflete quase que ipsi literis a bolsa americana. E a americana interligado a fragilidade das bolsas mundiais. Aqui pelo menos se seguem os fundamentos de operação decente da bolsa. Transgressões são punidas. Noto no Brasil uma aberração nesse ponto, já discutida no texto, que poderá desencadear ainda mais rapidamente uma catástrofe financeira de grandes proporções.

Divido essa visão – pessimista - com os amigos, peço a Deus que esteja completamente enganado, mas seguirei (já estou seguindo) os meus instintos, não para debater com ninguém, mas para que meditem  os amigos nas possibilidades e eventos mencionados acima-  e que tomem as suas devidas precauções.

Exibições: 324

Comentar

Você precisa ser um membro de Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII para adicionar comentários!

Entrar em Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

Comentário de Sam de Mattos em 25 julho 2013 às 23:23

Pois eh Raquel... Esses rabiscos sem revisão foram de um ano atrás. Gentileza ver data original acima. Desde então o Grupo X se pulverizou e um industrial (que sempre aparecia por meio de “ghost writers” e de “press reliese”, sempre anexado ao nome de seu conhecido pai) esta indo “as cucuias”, a medida que as tetas do BNDS secam.

Comentário de Raquel Santanna em 25 julho 2013 às 18:31

Esse sem dúvida é um tipo de texto a ser muito divulgado. O que prevemos do setor econômico é até óbvio, mas falado nesse português claro, os leigos também entendem!! Gostei do texto, Sam! Obrigada pela atitude. Boa sorte e sucesso!

Comentário de petrúcio josé rodrigues em 24 julho 2013 às 16:01

A PRUDÊNCIA ELEVA O GRAU DE CONHECIMENTO, ESPECÍFICO A ALGO.

© 2020   Criado por Textile Industry.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço