Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

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Uma cena inusitada à beira da estrada, que se repetiu em diversos pontos da mesma. Destacando-se na vegetação ressequida pela falta de chuva, diversos pés de algodão arbóreo, provavelmente provenientes de sementes que caíram de caminhões que as transportavam por ali...

 

Nesta semana (03 a 07 de outubro/2011) estamos viajando em roteiro de vendas para a região mais longínqua do nosso território, para o Noroeste e extremo Oeste do estado de Pernambuco. Nosso destino inicial era a cidade de Exu, distante cerca de 630 km. do Recife.
A viagem transcorria muito bem, numa rodovia modesta, porém super-tranquila,  grande contraste com os mega congestionamentos das grandes metrópoles...
Quase monotonia. Tristeza até, ao ver o gado tentando achar algum capim no terreno árido, até que...
Uma cena inusitada à beira da estrada, que se repetiu em diversos pontos da mesma. Destacando-se na vegetação ressequida pela falta de chuva, diversos pés de algodão arbóreo, provavelmente provenientes de sementes que caíram de caminhões que as transportavam por ali...
O Ceará foi um dos pioneiros na produção do algodão arbóreo (mocó), de fibra longa. É nativo da serra de Uruburetama e já existia algodão quando os portugueses chegaram. A grade expansão ocorreu na Guerra da Secessão (de 1861 a 1865) que destruiu as plantações do sul dos Estados Unidos, grande supridor do mercado mundial na época.
Mesmo sendo baixo o padrão tecnológico, o cultivo do algodoeiro no Nordeste sempre teve papel de grande relevância, tanto como cultura de reconhecida adaptabilidade às condições edafoclimáticas da região, como fator fixador de mão-de-obra, gerador de emprego e de matéria prima indispensável ao desenvolvimento regional e nacional.
Apesar da importância econômica e social, nas duas últimas décadas, observou-se um declínio drástico na atividade algodoeira nordestina.
Diversos problemas concorreram para inviabilizar a produção algodoeira no Nordeste, sobressaindo-se a incapacidade de convivência com o bicudo (Anthonomus grandis Boheman), preços subsidiados no mercado internacional, a abertura do mercado brasileiro (o governo facilitou a importação de fibras subsidiadas do exterior) e as atrativas condições de financiamento externo do produto. Mas mesmo assim, ele resiste. Veja a beleza (O ALGODÃO...)
Finalmente chegávamos ao nosso destino. A cidade de Exu, aos pés da serra que você vê ao fundo. Trata-se da Chapada do Araripe. Atravessando-a, você chega ao Crato, no Ceará.

Fonte:http://guarapua.blogspot.com/2011/10/algodao-na-beira-da-estrada.html|

 

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Comentário de Osnir da Silva em 6 outubro 2011 às 13:44
Tem razão! Enquanto tantos países protegem a indústria e agricultura nacionais, outros preferem gastar o dinheiro dos impostos com custeio.
Comentário de jaime martins pereira em 6 outubro 2011 às 8:05
E isto ahi,amigo,a natureza,clamando pela situaçao do cultura algodoeira e as industrias em estado de pre falencia,pelaconcorrencia desleal,de paises que nao pagam um salario condigno aos aos compatriotas.O Algodao e seus segmentos no Brasil esta em  estado de insolvencia..Salvem as industrias e consguentemente o algodao no nosso pais,Bonito por natureza..jaime martins pereira  dir.pres.da NEOFIO  indutria textil

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