Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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Líderes inseguros e imaturos podem ver no bom profissional uma ameaça

Fonte:|administradores.com.br|

Gestores imaturos podem ter esse tipo de comportamento e, inconscientemente, restringir a atuação do colaborador


Você é daqueles profissionais com bom desempenho, que realiza bem suas tarefas, é elogiado por gestores que estão acima dos seus líderes diretos, mas sempre que tem uma daquelas ideias que podem melhorar ainda
mais os resultados da equipe e, por consequência, o seu desempenho, ela
é barrada, e pelo seu líder? Cuidado, esse pode ser um sinal de que
você representa uma “ameaça” para ele.

Posturas como essas por parte de alguns líderes, geralmente os mais centralizadores, não são exceção, na avaliação da diretora de Consultoria da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Neli Barboza. “É
possível existir gestores com essa postura”, acredita. “Mas depende
muito da maturidade desse líder”, conta.

Segundo ela, muitos gestores sentem que seu cargo pode ser tomado a qualquer momento por determinado profissional, principalmente, claro, por aquele que mostra resultados, tem boa convivência com a equipe e com
outros líderes. Contudo, diz Neli, essa sensação pode ser apenas uma
fase pela qual esse gestor passa, deixando-o mais fragilizado e
inseguro.

A headhunter da De Bernt Entschev Human Capital Emmanuele Spaine, por outro lado, é enfática ao dizer que apenas líderes muito jovens podem enxergar em um subordinado uma ameaça. “É importante dizer que isso
acontece apenas com aqueles que ainda não desenvolveram a segurança e a
experiência para serem líderes”, afirma.

Defesa do líder


“O bom resultado de um profissional não o torna uma ameaça para o líder. Ao contrário, o gestor também ganha com isso”, ressalta Emmanuele. Para as especialistas
consultadas, esse é o papel do líder: o de desenvolver o profissional e
possibilitar o crescimento dele. “Desempenho não gera desconforto. E
esse é o papel do líder, o de motivar o profissional para que ele dê
resultados”, afirma a headhunter.


Neli concorda, mas ressalta uma brecha. “Essa é a missão dele, mas muitos enxergam nisso uma ameaça e esse líder acaba desenvolvendo, ainda que inconscientemente, mecanismos de defesa”, afirma a diretora. Ela
acredita que esses mecanismos podem chegar a extremos, fazendo com que
esse gestor cometa assédio moral ou mesmo demita o profissional que
acabou se tornando seu foco.

Gestores inseguros e imaturos podem acabar restringindo a atuação do profissional que lhe passa essa ameaça. “Ele começa a colocar freios no crescimento do colaborador, como forma de se defender”, avalia Neli.

Para ela, esse tipo de comportamento pode ter vários fundamentos. Mas o principal deles, como afirmou a headhunter, é a falta de preparação, e até de suporte por parte da companhia. “Se a empresa não tem um plano
de carreira para esse líder, ele vai se tornar mais inseguro”, reforça.
Para ela, as empresas precisam também trabalhar no desenvolvimento dos
gestores, e não apenas dos profissionais, para evitar comportamentos
desse tipo.

Profissional como foco


Além da atuação da empresa, as especialistas consideram a atuação do próprio “profissional-foco” como importante para amenizar essa percepção do
líder. Se ele começar a excluir o colaborador de novos projetos ou mesmo
de projetos antigos, se o tratar com indiferença e, de alguma forma,
barrar sua convivência com outros líderes ou mesmo colegas, pode ser um
sinal de que representa uma ameaça.


Contudo, Neli ressalta que esses sinais podem representar outro tipo de situação, por isso, o profissional deve ficar atento para não se engrandecer ao acreditar que é tão bom a ponto de ameaçar o cargo do seu
gestor. Ao contrário. Comportamentos desse tipo devem ser vistos com
cuidado pelo colaborador. E mais vale uma boa conversa do que ficar
fantasiando os motivos que geraram tal comportamento. “O mais certo é
falar direto com o líder, para entender o que está acontecendo”, afirma
Neli.

“Se o profissional sentir que, de alguma forma, o comportamento de seu gestor está o prejudicando, ele precisa se aproximar e se mostrar para que o líder possa ver nele um colaborador, um parceiro, alguém que
vá contribuir para o trabalho da equipe e do próprio gestor”, acredita
Emmanuele.

Já o líder precisa passar por um momento de autoavaliação. “Ele precisa questionar os motivos que fazem com que ele se sinta ameaçado”, afirma Neli. “De certa forma, esse tipo de situação ajuda o líder a sair
da zona de conforto. É preciso que ele veja nisso uma chance de se
reavaliar”, completa.

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Comentário de Cecília Parodi em 23 novembro 2010 às 11:34
Esta é a mais pura realidade, posso dizer que perdi chances em empresas, por ter potencial, desejo de realizar e fazer a empresa acontecer.
Isso sempre aconteceu com possíveis gestores homens, infelizmente as mulheres ativas, inteligentes representam uma ameaça ( não digo somente no meu caso).
Triste ver que as pessoas não conseguem trabalhar juntas, aproveitando os pontos fortes de cada profissional, afinal ninguém é completo, perfeito ou sabe tudo, como diz um texto que li, todos nós somos ignorantes em algum assunto.
Tenho ciencia que tenho muito a aprender, mas também posso ensinar.... faz parte da vida essa troca, essencial, quem não aprende todos os dias está perdendo a oportunidade de ser mais rico internamente.

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