Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

Robson Braga de Andrade - Sucatear a indústria é voltar ao século 19

Comentário:  Sucatear ou intervir em   Centros de  excelência -  como o CETIQT- é  pior  ainda. Quando  leio  que  algum individuo está ocupando um cargo no  governo e  é  dito  ser "empresário", minha experiência  diz que, com alta probailidade,   deve ter falido  alguma empresa. Pois empresário-verdadeiramente  empresário, de uma empresa  de  sucesso, não tem  tempo ou vocação  para  burocrata, especialmente neste bater  de cabeça, incompetência ,  em que vivemos  O que estamos vivenciando é um processo    de  desindustrialização  e de  forma mais  ampla,  de  desestruturação  de nossa capacidade  de inovação,  forçando o  Brasil  a posição  de vendedor  de  5  toneladas  de minério  para comprar  um computador.De 1989  para cá este  processo  de  desestruturação foi  acelerado, iniciando com o sistema  de  extorsão  de empresários  brasileiros  para que  continuassem a trabalhar. O governo promoveu  um aplo trabalho  sobre  setores industriais  que envolveu  o  CGEE, ABDI, e  o MINC. Um destes  setores  foi o  Têxtil.  Alguma coisa  está errada, se  assumirmos que estes  importantes  órgãos  estão a  par  do que  está  acontecendo

Robson Braga de Andrade - Sucatear a indústria é voltar ao século 19

Os manufaturados nacionais perdem os mercados interno e externo; desse jeito, teremos de volta o Brasil onde se importava tudo, gerando renda no exterior Alguns momentos na história são determinantes. Neles, os países decidem que rumo querem tomar. O Brasil passa por um desses períodos. À frente, existem duas opções. A primeira, que pressupõe o fortalecimento da indústria nacional, é virtuosa. Ela leva ao desenvolvimento e a todos os seus benefícios. O segundo caminho, o do sucateamento industrial, é doloroso. Resultado das péssimas condições de competitividade a que as empresas estão submetidas, suas consequências são o atraso econômico e social. A indústria de transformação, que exclui segmentos como a extração mineral e a construção, já foi responsável por 36% do Produto Interno Bruto (PIB) na década de 1980. Essa participação cai de forma mais ou menos contínua desde o início dos anos 1990, chegando a 14,6% no ano passado, o menor nível desde 1956. Na Coreia do Sul e na China, dois dos nossos maiores concorrentes, a indústria corresponde a não menos do que 27,5% do PIB e a 29,6%, respectivamente. Os manufaturados nacionais perdem espaço tanto internamente como no mercado externo. Entre 2002 e 2011, sua parcela na pauta de exportações caiu de 54,7% para 36,7%. A balança comercial da manufatura passou a acumular deficits, com as importações ganhando terreno sobre as exportações. Esse rombo foi de US$ 92,46 bilhões e pode superar US$ 94 bilhões em 2012. Em segmentos como têxteis, autopeças, eletroeletrônicos e bens de capital, a situação é dramática. Eles sofrem com a enxurrada de importados, estimulada por um real supervalorizado. Impulsionados por mão de obra barata e câmbio artificialmente desvalorizado, os produtos chineses invadiram o mercado interno. Com importações maciças, o Brasil cria emprego e gera renda lá fora. Um país como o Brasil não pode prescindir de uma indústria forte e competitiva para gerar empregos de boa qualidade e em grande quantidade. Só a indústria tem o poder de irradiar a prosperidade em larga escala, estimulando as vendas de outros setores, nas extensas cadeias de produção. Sempre que a economia brasileira cresceu a taxas elevadas, nos anos 1970 ou em 2010, foi puxada pela atividade fabril. Não existe país rico sem indústria forte. Medidas recentes, como a taxação do capital especulativo e o aumento de impostos para automóveis de montadoras que não fabricam no país, vão na direção correta. Mas o ritmo é lento. O câmbio valorizado está matando a competitividade dos produtos brasileiros. É preciso tomar ações enérgicas para reverter o cenário. O governo deve adotar um controle de capitais rígido, com quarentena de pelo menos seis meses para aplicações de curto prazo, taxação sobre seus ganhos ou a instituição de um pedágio. É preciso também atacar logo as causas estruturais da falta de competitividade. O sistema tributário torna a vida do empresário um inferno, onera investimentos e exportações, enquanto estimula importações, em um contrassenso difícil de explicar. O custo dos investimentos ainda é um dos maiores do mundo. A burocracia impõe encargos desnecessários. Deficiências de infraestrutura e de logística encarecem os produtos. O fato de os industriais brasileiros insistirem em produzir em um ambiente tão hostil só pode ser creditado à sua tenacidade. O governo precisa dar passos mais decisivos para retirar os entraves à competitividade. Com urgência. Mantido o quadro atual, acabaremos voltando ao século 19, onde se importava tudo. Não podemos voltar a ser reféns dos humores internacionais, sob pena de perdermos boa parte de nossa soberania. ROBSON BRAGA DE ANDRADE, 63, é empresário e presidente da Confederação Nacional da Indústria

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Comentário de EDISON BITTENCOURT em 30 maio 2012 às 12:32

Sam

Muito interessante  vosso  comentário. Esse  mundo  que menciona , que  fundamentou nossa  emergência como  País em desenvolvimento ,  ficou para trás. Em 89 fomos premiados  com Collor e  seu capanga  PC  Farias, extorquindo emrpesários  ,  que   se foi  na queima  de  arquivo. De lá para cá, infelizmente  foi ladeira  abaixo, aprofundando-se um processo  de  destruição  de caráter, entreguismo, deseducação, omissão,  covardia. Depois de  viver  9 anos  nos  EUA,  e ver como se trabalha  lá,   e  se  valotriza  o talento, vejo com tristeza  a  situação em que estamos

Comentário de Sam de Mattos em 30 maio 2012 às 12:22

E por falar em seculo XIX, sei que nao podemos a ele retornar. Ah, mas, que saudades desse seculo Seculo.

Bem, como nasci em meadas do seculo XX o que posso ter eh um tipo de deja-vu, mas deixe-me chamar isso de saudades. Fica mais poetico...

Saudades do Brasil Imperio, Saudades de um Imperador Visionario, culto (falava e escrevia 13 ediomas), amante da patria e que nao necessitava de Mensaloes. Cuecoes, Cachoeiras, Lobbying de STF, de "articulacoes" para poder se manter no poder. Saudades da Armada do Imperio, que ja foi a segunda ou terceita maior marinha de Guerra do mundo.

Saudades do Barao Maua, do Senador do Imperio Teophillo Benedicto Ottoni,  do Marques do Pombal, do Conde Herval. Saudaes de Jose Bonifacio ate o Ruy Barbosa. Saudades de "Le Petit" Albert (Santos Dumont).

Saudade ate dos lampioes de gas, dos bordelos da Lapa e depois Mangue.  Saudade ate das bostas de cavalos nas ruas do Rio Capital: Ah eram incovenientes - mais infinitamente mais desejaveis do que as feses humanas que fedem Brasil afora, geradas de Brasilia ate as nossas fronteiras - um mar de excrementos e dejetos de sub-humanos. SdM

 

Sam de Mattos, Jr.
Sale Director
ATKINS MACHINERY LLC
1335 Haine St
Spartanburg, SC, 29304
South Carolina USA
(864) 574-8433 - Work
(864) 580-0194 - Cel
sam.de.mattos SKYPE
www.atkinsmachinery.com
sdemattos@atkinsmachinery.com
samdem@aol.com

Comentário de EDISON BITTENCOURT em 30 maio 2012 às 11:06

Esclarecendo, coma  ajuda  da  wikipedia:  "No Direito empresarial, empresário é o sujeito de direito que exerce a empresa, ou seja, aquele que exerce profissionalmente (com habitualidade) uma atividade econômica (que busca gerar lucro) organizada (que articula os quatro fatores de produção: mão de obra, capital, insumos e tecnologia) para a produção e circulação de bens e serviços.[nota 1][nota 2] O empresário pode ser pessoa física (empresário individual) ou jurídica (sociedade empresária). Os sócios de uma sociedade (sejam eles empreendedores/administradores, sejam eles investidores) não são empresários; a sociedade é que é o empresário, sujeito de direito com personalidade autônoma em relação aos sócios"

Falido ou que vendeu  a empresa  não  é empresário

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